Tite e a Seleção Brasileira

Uma bela safra e uma equipe jogando futebol, duas coisas que se completam e parecem fáceis de se entrosar, porém, demorou. De Dunga a Mano Menezes, de Mano a Felipão e de Felipão a Dunga novamente. Foram mais de cinco anos em um processo retrógrado e em que quase nada adiantou ou rendeu. Precisava-se então de alguém para colocar ordem na casa, quem seria essa pessoa? Dois Brasileiros, uma Libertadores e um mundial, além de um Paulista e uma recopa, alguns títulos que credenciaram Tite como o melhor técnico do país. Após anos de frustrações e birra, finalmente a CBF convidou o soberano Tite para dirigir a Seleção.

No cenário da Seleção, o então grupo conturbado e cheio de eliminações ressuscitou o espírito vencedor e alegre que sempre pertenceu aos representantes futebolísticos do país. A equipe que estava em quinto nas eliminatórias recebendo diversas críticas embalou, pulou de quinto pra primeiro e não perdeu nunca mais, tornando a Seleção Brasileira de Futebol a primeira seleção classificada para a Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Lapidando o nosso craque e aproximando-o da bola de ouro

Neymar. Foto: Divulgação

Um país acostumado a ter vários craques não poderia deixar de ter hoje. Neymar, Gabriel Jesus e Phillipe Coutinho comandam o ataque, onde Neymar é a principal peça. Todos nós sabemos do talento do atacante brasileiro, mas também sabíamos que sua cabeça não estava no lugar. A chegada de Tite retomou a confiança do jogador que também vivia problemas extra campo.

Hoje o Brasil é uma equipe que não depende mais do Neymar, e é por isso mesmo que ele, assim como a nossa seleção está cada vez melhor. Não é que não precisamos, é que não precisamos que ele faça tudo o tempo todo e se vire sozinho. A característica que faltava era essa, uma seleção que jogasse em equipe e não dependesse de um só jogador como no caso da Argentina de Messi e Portugal de Cristiano Ronaldo.

Jesus Iluminado

Gabriel Jesus. Foto: Divulgação

Não querendo comparar, mas podemos caracterizar Gabriel Jesus como um novo fenômeno, não aquele do penteado estiloso que fez gol em final de Copa do Mundo, mas um atual que já começa a brilhar em gramados Europeus e principalmente na Seleção.

Por algum tempo a seleção procurou um “camisa 9” ideal e já teve Fred como o dono em uma Copa das Confederações que nos rendeu o título, e a Copa do Mundo que não é muito legal lembrar. Mas não passou disso, com idade avançada e muitas críticas, Fred não assegurou seu lugar com a chegada de Dunga, bastou então a chegada de Tite para a convocação do então recente campeão das Olimpíadas, o jovem Gabriel Jesus.

Poucos esperavam que Jesus fosse logo de cara titular, mas se surpreenderam mais ainda quando viram um jovem de 19 anos bater de frente com adversários cascudos e ser o artilheiro das eliminatórias.

 O esquema de Tite e seus jogadores de confiança

Tite. Foto: Divulgação

Todos já sabemos da famosa formação tática usada pelo treinador desde a época do Corinthians, o 4-1-4-1. Aprimorado e estudado, sabendo das condições da Seleção, Tite trouxe do time Paulista essa formação, e com ela, jogadores com quem trabalhou na época. As primeiras críticas vieram com a convocação de Paulinho, então recém chegado na China, liga com fraca técnica e visibilidade. Porém, o treinador preferiu confiar em si mesmo e colocou Paulinho como titular. Após isso, o jogador se tornou o volante que mais fez gol pela Seleção Brasileira.

De certo, Tite sabe de sua capacidade e até onde pode chegar com esse elenco, mas não só ele, todos nós. A Seleção Brasileira conta hoje com uma safra muito boa e que com ele está sendo lapidada de forma objetiva e clara, ou seja, em busca do Hexa.

Daniel Dutra
Siga-o

Daniel Dutra

Carioca, apaixonado pelo Brasil, mas que não esconde seu encanto pelo futebol internacional. Foi jogando bola que me apaixonei pelo futebol, e vendo o Milan jogar que comecei a acompanhar. Espero um dia poder ser Jornalista.
Daniel Dutra
Siga-o

Últimos posts por Daniel Dutra (exibir todos)